A Literatura Pode Fortalecer o Seu Cérebro?

A Literatura Pode Fortalecer o Seu Cérebro?
Rate this post

Sim! É pode ser um treino para cérebro! 

Um estudo interdisciplinar e inovador da Universidade Stanford, que contou com a participação de especialistas em neurobiologia, radiologia e em humanidades, analisou imagens de ressonância magnética funcionalda do cérebro de voluntários enquanto eles realizavam a leitura de um capítulo do romance Mansfield Park, de Jane Austen (link Wikipédia).

Você consegue se imaginar lendo, “confortavelmente”, dentro de uma máquina de ressonância magnética? Nem eu!

Os pesquisadores já esperavam um aumento do fluxo sanguíneo em regiões do cérebro responsáveis pela “função executiva” (que envolve cognição para realizar coisas específicas), só que as imagens revelaram também grande aumento de fluxo sanguíneo (atividade neurológica) em outras regiões do cérebro.

No experimento os voluntários foram solicitados a exercitar dois modos de leitura, inicialmente uma leitura despretensiosa como se estivessem “folheando” o capítulo em uma livraria , depois, uma leitura atenda, minuciosa, estudando o capítulo como se estivessem se preparando para uma prova.

Natalie Phillips
Natalie Phillips

 Natalie Phillips , especialista em literatura do século 18 e líder do projeto, disse que o aumento global no fluxo sanguíneo durante a leitura atenta sugere que o “prestar atenção aos textos literários requer a coordenação de múltiplas funções cognitivas complexas”. O mesmo aumento também acontece durante a leitura despretensiosa, só que em áreas diferentes.

 

 

Ambos os estilos de leitura podem criar padrões distintos no cérebro, muito mais complexos do que apenas padrões típicos de “trabalho” e “lazer”.

Nalatie disse que um dos principais objetivos da pesquisa era investigar o valor de estudar literatura. Além de produzir bons escritores e pensadores, ela está interessada em “como este treinamento envolve o cérebro.”

Os potenciais desdobramentos de “como este treinamento envolve o cérebro” realmente chamou a minha atenção, veja a conclusão do artigo!

Trata-se de um dos primeiros experimentos de ressonância magnética para estudar como os nossos cérebros respondem à literatura e ainda como a cognição é moldada não apenas pelo “que lemos”, mas “como lemos”.

Os leitores voluntários eram todos doutorandos em literatura, conforme escolha da pesquisadora Natalie Phillips, por entender que eles teriam facilidade em alternar os dois modos de leitura propostos – leitura atenta e leitura de lazer.

O estudo contou ainda com a participação de Samantha Holdsworth, cientista especializada em técnicas com fMRI (imagem por ressonância magnética funcional) e de Bob Dougherty diretor do Stanford Center for Cognitive and Neurobiological Imaging.

Bob Dougherty após rever as primeiras imagens se disse impressionado como “padrões de texto impressos em uma página” pode criar imagens mentais vívidas e de forte emoção e mais, como o simples fato dos voluntários alternarem o modo de leitura – de lazer e de atenção – pode ter um impacto tão grande sobre o padrão de atividade cerebral durante a leitura.

Os pesquisadores esperavam ver os centros cerebrais de prazer ativados durante o modo de leitura de lazer e admitiam a hipótese de que o modo de leitura atenta produziria mais atividade cerebral que o modo de leitura de lazer.

Conclusão.

Segundo Natalie Pillips, se as análises em andamento confirmarem a teoria inicial, ensinar técnicas de leitura atenta (por exemplo, prestar atenção á forma literária do texto) poderia servir literalmente como uma espécie de treino cognitivo, de modo a aprendermos a modular nossa concentração e a utilizar novas regiões do cérebro, à medida que avançamos de forma flexível entre os modos de foco.

Meus comentários.

Exceto nos casos em que a Literatura faça parte do conteúdo programático, quem está se preparando para vestibular ou concurso público “não vai querer saber de outra coisa” a não ser ler e estudar o que “cai na prova”.

No entanto, este estudo nos propõe refletir sobre a importância de flexibilizarmos o nosso esforço de estudo concentrado, com momentos de lazer e descontração.

De nada adianta estudar, estudar e não lembrar de nada na hora da prova, por fadiga ou insegurança.

Então, experimente incluir no seu processo de preparação para o vestibular ou concurso público alguma leitura que lhe dê prazer e cultive momentos de descontração e lazer.

Artigo inspirado e traduzido a partir de Stanford News.

Aprender Memorizar!

Gostou? Por favor, me permita sugerir!

>>> Inscreva-se em nosso site!

Também Recomendamos:

Memorização - Método Renato Alves

 

 

 

ESTUDOMEMORIZAÇÃO – Método Renato Alves

Agradecemos Por Seus Comentários:

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.