Como Melhorar a Memória para Estudar

Como Melhorar a Memória para Estudar
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COMO MELHORAR A MEMÓRIA

Existem inúmeras técnicas de memorização de como melhorar a memória que ajudam a lembrar por mais tempo o que lemos, estudamos e aprendemos.

Para incorporá-las em nossa rotina de estudos e obter o melhor resultado delas, é necessário compreender fundamentos que dão sustentação às técnicas de memorização.

Técnicas são ótimas porque ajudam a otimizar certas atividades.

Sem técnica alguma, essas mesmas atividades podem ser ineficientes, demandar muito esforço e gerar resultados pobres.

Não só de técnicas “vive a Boa Memória”, é necessário aprender memorizar!

O trocadilho é brincadeira e verdadeiro, já explico.

Melhorar a Memória – Fundamentos

Em primeiro lugar é necessário compreender que quem pode, exclusivamente, gerar os resultados de memorização esperados, é Você.

As técnicas de memorização são tão somente ferramentas de estratégias otimizadas que podem aumentar a velocidade de memorização e aumentar a retenção do que foi aprendido.

E certamente, não há técnica de memorização que funcione com uma atitude de passividade, com crenças limitantes e sem empenho pessoal.

Acreditar para Memorizar

Se uma pessoa pensa que possui uma memória ruim, que não se lembra de nada ou se essa mesma pessoa pensa ter facilidade para se lembrar das coisas, em ambos os casos ela está certa.

Anthony Robins afirma:

“Acreditar que algo (não) pode ser feito torna-se uma profecia autorealizadora”.

Por que?

Porque o cérebro cria estratégias para gerar os melhores resultados para atender as demandas que você manifesta através dos pensamentos.

O cérebro não faz juízo de valores do que é bom ou mal.

Diante do que você pensa ou deseja a fisiologia cerebral se encarrega de:

  • Criar sinapses entre neurônios;
  • Buscar associações de experiências com o estado emocional atual;
  • Encontrar o melhor caminho para criar o resultado compatível com o pensamento desejado por você.

Sistemas de Crenças (Limitadoras e Possibilitadoras)

Acreditar não é somente força de expressão, trata-se de um mecanismo do chamado Sistemas de Crenças (limitadoras e possibilitadoras), crenças aqui não se refere as religiosas somente.

Crenças neste contexto refere-se a tudo que você dá como verdade consciente e inconscientemente.

As suas crenças estão diretamente relacionadas ao potencial que você poderá liberar diante de qualquer situação na sua vida.

Para saber mais sobre sistemas de crenças e autoconhecimento, acesse:

Palestra Gratuita do Núcleo de Desenvolvimento Humano!

Em São Paulo, dia 17/02/2017 (vagas limitadas).

Capacidade de Realizar Coisas

Sobre a capacidade de liberar potencial para realizar coisas, Tony Robbins (livro Poder Sem Limites) usa o exemplo de uma pessoa que se sente inefetiva ao estudar.

Digamos que ela fique dizendo que é mau estudante“, … que não consegue memorizar o que estuda (adicionado para o nosso tema!)

Se ela tem expectativas de fracasso, quanto de seu potencial vai liberar? Não muito. … Já sinalizou seu cérebro para que espere fracasso.”

Tendo começado com essas espécies de expectativas, que espécies de ações terá probabilidade de praticar?

Serão elas confiantes, energizantes, congruentes e afirmativas? Refletirão seu potencial real? Pouco provável“.

Em síntese, quando alguém reforça uma crença, mesmo que inconscientemente, ela estará trabalhado para gerar os resultados esperados pela crença.

Site PeNeLê – Programação Neurolinguística há interessantes artigos relacionados ao tema!

Isso vale também para a prática das técnicas de estudo e memorização.

Tenha em mente ao praticar técnicas de estudo, exercícios para memória ou exercícios para concentração, você necessita reforçar através de seus pensamentos somente crenças possibilitadoras.

Observe se as suas ações estão coerentes com os resultados que busca, esse é começo do caminho para melhorar a memória para estudar.

Técnica de Confirmação para Memorização

Como Melhorar a Memória - Renato AlvesRenato Alves afirma que a confirmação de que compreendemos o que acabamos de estudar, é uma primeira técnica de memorização que nos permite elevar o nível de recordação da memória.

Por que confirmar para memorizar?

Por causa da fisiologia do cérebro, segundo os estudos mais aceitos o tempo de armazenamento de informações na memória é classificada em:

Memória de trabalho.

Processa o que estamos trabalhando no instante presente, tempo de retenção de alguns segundos.

O conteúdo poderá ser descartado ou atribuído à memória de curto prazo.

Isso dependerá de inúmeros fatores, estejamos conscientes ou não deles, como relevância da informação, atenção, concentração, estado emocional etc.

Memória de curto prazo.

Processa e armazena dados por algumas horas até que o conteúdo seja processado pela memória de longo prazo.

É função da memória de curto prazo lidar com dados que percebemos de forma consciente através dos nossos sentidos (visão, audição, cinestésico) ou seja, é a função de memória que lida com o que aprendemos.

Além de outras informações já conhecidas, originárias dos processos cerebrais como associação, dedução e criatividade.

Memória de longo prazo.

Tem a função de reter as informações aprendidas por tempo “indeterminado”, de modo que possam ser recuperadas, voluntária ou involuntariamente, nas mais diversas situações.

Como Melhorar a Memória Drauzio VarellaSua capacidade é praticamente ilimitada“, afirma Drauzio Varella.

Drauzio Varella e Renato Alves são categóricos ao afirmar que não existe um local físico ou determinada área do cérebro de armazenamento da memória.

São várias as áreas do cérebro envolvidas na execução, na função de memorização.

Por essa razão Renato Alves define “Memória como uma Função” que executa os processos descritos como memória de trabalho, de curto e de longo prazo.

Curso Estudo Memorização do Renato Alves ensina como melhorar a memória através da técnica de confirmação.

Em linhas gerais a técnica deve ser aplicada ao ler um livro, estudar um assunto ou assistir uma aula.

Reúne recursos como atenção orientada, mescla os canais visuais, auditivos e cinestésicos para criar uma experiência vívida do conteúdo aprendido.

Além de criar associações com experiências de aprendizados anteriores, de modo que, você venha a ser capaz de explicar de forma convincente o que acabou de aprender.

Atenção para Memorizar

O Dr. Drauzio Varella afirma:

Para que o ser humano possa reter na memória determinada informação, é necessário que sua atenção esteja voltada para isso. Sem atenção, não há qualquer possibilidade de guardar-se um fato e, sem guardá-lo, não há como recuperá-lo depois.”  

” … deve levar em conta a atenção e o poder de concentração, bem como os fatores que o facilitam ou o dificultam.”

A atenção é um mecanismo que causa importantes impactos aos processos do nosso sistema mente-cérebro.

Portanto, quando direcionamos a nossa atenção a algo, um objeto, um pensamento recorrente, a um acontecimento ou sentimento, sinalizamos para o cérebro que esse algo é importante.

Isso dispara inúmeros dos processos cerebrais já citados como a criação de sinapses, associações etc.

Observe que isso acontece o tempo todo, estamos sempre sendo

Usar a atenção é o mecanismo chave para trabalhar a favor do processo de memorização.

Segundo Renato Alves:

“A orientação da atenção é a diferença fundamental entre as pessoas que conseguem lembrar do conteúdo de uma aula, das que não conseguem”.

“E não propriamente a capacidade de memorização de cada uma delas”.

“Memorização é um processo ativo. Atenção é uma escolha”.

Fatores que Influenciam a Memorização

A mente humana “persegue” os pensamentos de um lado para outro, assim como um cachorrinho em ziguezague ao farejar alguma coisa.

Salvo engano, no seriado Cosmos do Carl Sagan, o físico de Niel deGrasse Tyson faz uma comparação dessas com um cachorrinho que muda de direção ao sabor do que fareja numa praia.

Por que estou falando isso?

Porque com a atenção e a concentração ao estudar é a mesma coisa!

Existem inúmeros fatores, externos e internos, que facilitam ou dificultam a nossa atenção e concentração, conseguentemente influenciam em nossa capacidade de memorização.

Aspectos Emocionais e Memória.

Preocupações cotidianas, ansiedade, estresse, irritação, medo e depressão prejudicam atenção e concentração.

Isso reduz a nossa capacidade de desempenhar a função de memorização para reter ou mesmo recuperar informações.

Quando alguém diz “minha memória está falando …” pode ser um sintoma dos fatores emocionais citados.

Por outro lado, há aspectos emocionais que desempenham papel importante na memorização.

Certamente você possui lembranças longínquoas das quais se recorda em detalhes, por estarem associadas a estados emocionais.

Podemos usar marcadores emocionais como esses para melhorar a memorização do que estudamos.

Para isso devemos tonar a experiência do aprendizado o mais vivida possível.

Utilizar o maior número de sentidos visual, auditivo e cinestéco, além de sentimentos, estimula o cérebro a criar essas associações emocionais com o que queremos memorizar.

Esse mecanismo emocional explica, por exemplo, porque aprendemos mais facilmente o que gostamos.

Agora, para aquelas matérias para as quais não temos muita afinidade, o truque é buscar e identificar que ganhos secundários vamos obter ao aprender a “gostar” delas também.

Diante de um concurso público ou vestibular há muita motivação para se querer gostar todas as matérias!

Hábitos Saudáveis e Memória.

Em complemento aos aspectos emocionais favoráveis para o processo de memorição é fundamental que o organismo esteja em boas condições físicas e nutricionais.

Inúmeros estudos científicos relacionam a prática de atividades físicas, especialmente exercícios aeróbicos, ao aumento do hipocampo e a melhoria da saúde cerebral.

O hipocampo desempenha importantes funções, principalmente, para a memória de longo prazo ou memória explícita.

Conforme afirma o Dr. Paul Lombroso:

“A memória é dividida de duas grandes formas: explícita (1) e implícita (2)”.

“O hipocampo é necessário para a formação das memórias explícitas, ao passo que várias outras regiões do cérebro, incluindo o estriado, a amígdala e o nucleus accumbens, estão envolvidos na formação das memórias implícitas”.

“A formação de todas as memórias requer alterações morfológicas nas sinapses”.

(1) Memória Explícita processa dados adquiridos por meio de estados conscientes, percebidos por nossos sentidos, aquilo que aprendermos ao estudar (ler, escrever, ouvir).

(2) Memória Implícita processa dados mediante a repetição de padrões motores, cognitivos ou cinestésicos.

Por exemplo, quando adquirimos habilidades motoras como trocar marchas de um carro, sem precisar mais prestar atenção nos detalhes.

Antes mesmo da atividade física é preciso cuidar bem da alimentação e da hidratação.

Muita gente “esquece” de beber água ao longo do dia e nem pensa nisso enquanto estuda!

Com o organismo bem  hidratado as células cerebrais respondem melhor às atividades cognitivas, recebem maiores quantidades de oxigênio e mantém o cérebro mais alerta para aprender e memorizar.

Como melhorar a Memória - Hidratação - Caroline Edmonds DraA Dra. Caroline Edmonds, School of Psychology, University of East London, possui dezenas de estudos realizados, que relacionam a hidratação com a melhoria nas funções de aprendizado e memorização.

Para conhecer mais acesse Unidade de Pesquisa em Hidratação, Nutrição e Cognição da Escola de Psicologia da University of East London, comandada pela Dr. Caroline Edmonds.

Não há como melhorar a memória, esperar aprendizado eficiente e retenção de conhecimentos por longo prazo com o organismo submetido a longas horas de jejum.

Isso vale também sobre comer em grandes quantidades alimentos pobres em valor nutricional, saturados em gordura e açúcar.

Para o perfeito desempenho das funções cognitivas de aprendizado e memorização é inprescindível aliar qualidade, variedade de nutrientes e a frequência da ingestão de alimentos.

Conheça mais sobre como melhorar a memória no Curso Estudo Memorização. Acesse!

Conclusão sobre Como Melhorar a Memória

Podemos concluir que para melhorar a memória e obter benefícios efetivos da aplicação de técnicas de memorização é fundamental manter mente e corpo saudáveis.

Além disso, é preciso compreender que memorização é um processo ativo e requer iniciativa por quem quer memorizar.

Ao assumirmos a responsabilidade desse processo de memorização nos tornamos independentes para alcançarmos os resultados que desejamos.

Muito Sucesso e Ótima Memória para Você!

Aprender Memorizar!

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Agradecemos muito!

Fontes:

  • Livro Poder Sem Limites de Anthony Robbins.
  • Núcleo de Desenvolvimento Humano.
  • Curso Estudo e Memorização Renato Alves.
  • Dr. Drauzio Varella, artigo sobre Memória.
  • Exercício físico e função cognitiva: uma revisão. 2006
    Hanna K.M. Antunes; Ruth F. Santos; Ricardo Cassilhas; Ronaldo V.T. Santos; Orlando F.A. Bueno e Marco Túlio de Mello. http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbme/v12n2/v12n2a11.pdf
  • Aprendizado e memória – Paul Lombroso, Yale Child Study Center, USA http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462004000300011
  • XX https://www.uel.ac.uk/Schools/Psychology/Research/Health-Promotion-and-Behaviour/Hydration-Nutrition-and-Cognition

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