MEMORIZAR – O QUE REALMENTE FUNCIONA

MEMORIZAR – O QUE REALMENTE FUNCIONA
Rate this post

MEMORIZAR O QUE ESTUDA

Para memorizar o que estuda ajude o seu cérebro a criar associações visuais, auditivas e cinestésicas porque isso facilita o registro do conteúdo da matéria estudada.

MEMORIZAR E OS SENTIDOS SENSORIAIS

Muito provavelmente você já passou pela experiência de se lembrar instantaneamente de alguma coisa, em virtude de um “gatilho” disparo por algo que viu, ouviu ou sentiu.

É comum que a memória recuperada nesses casos seja acompanhada com riquezas de detalhes:

  • Sejam detalhes temporais (data, época),
  • Visuais (cores, movimentos),
  • Auditivos (sons, músicas e pessoas falando) e
  • Mesmo sensações corporais e sentimentos (satisfaçao, saudade, e outros).

Isso acontece porque o cérebro faz uso de associações ao registrar e recuperar informações e utiliza os sentidos sensoriais como “links” de associação.

Quanto mais elementos estiverem envolvidos no processo mais recursos ele terá a disposição para criar associações com eficácia.

O cérebro faz isso naturalmente!

Então, sabendo disso podemos usar esse mecanismo conscientemente com o objetivo de aprimorar a aprendizagem e memorizar o que estudamos.

Ao estudar faça uso do maior número de sentidos sensoriais.

VISUAIS

  • Leia textos diferentes sobre o mesmo conteúdo.

Procure sempre que possível alternar a leitura entre textos impressos (livros, apostilhas) e digitais (páginas Web, PDF, ebooks).

Procure alternar também o suporte de leitura dos conteúdos digitais: computador, tablet e smartphone.

Assim o cérebro terá a disposição uma grande variedade de aspectos visuais quanto luminosidade do texto, tamanho e tipo de letra, layout etc.

Essa riqueza de elementos reforçam o processo de associações com conteúdo propriamente estudado.

  • Visualizar mapas mentais, esquemas gráficos e imagens do assunto.
  • Assistir vídeos sobre o tema.

AUDITIVOS

  • Ouça audiobooks.
  • Grave as suas aulas para ouvir depois.
  • Ouça novamente somente o áudio dos vídeos que já assistiu.

CINESTÉSICOS

  • Sensações corporais como olfato, gosto e movimento.
    • Escrever, rabiscar e desenhar a mão o que estuda é um ótimo método de reforço para o cérebro!
  • Na aprendizagem também recorra a sentimentos, emoções e posturas corporais.
  • Por exemplo: Ao compreender uma ideia, princípio ou regra quando estiver estudando:
    • Se estiver sentado levante-se,
    • Fale em voz alta o que compreendeu com as suas palavras,
    • Acrescente gestos e sentimentos, sinta-se convicto e feliz ao falar.

Naturalmente, não precisa usar tudo isso sempre, experimente fazer as combinações que melhor funcionem para você em cada situação de estudo.

Constantemente encontramos trabalhos científicos sobre o funcionamento do cérebro que reforçam esse mecanismo de associações.

De áreas como Neurociência, Psicologia, Programação Neurolinguística (PNL), entre outras, vamos destacar algumas constatações que fundamentam esse mecanismo da memória:

  • Todas as experiências (estudar, por exemplo) são registradas pelo cérebro.
  • Os registros dessas experiências são impactados pelo conjunto de estímulos percebidos pelos nossos sentidos:
    • Visual,
    • Auditivo e
    • Cinestésicos (sensoriais)
    • Além do significado da experiência.
  • No cérebro o processo de registro ativa neurônios e conexões entre neurônios na formação da “memória” sobre a experiência.
  • Essas conexões são reforçadas em função de:
    • Repetições.
    • Significado e valor atribuído à experiência.
    • Fisiologia (boa saúde, repouso, relaxamento, etc).
    • Sentimentos e emoções

RELAXE PARA SE CONCENTRAR NO ESTUDO

Estudar, aprender e memorizar demanda concentração.

A melhor maneira para atingir e manter a concentração é através de relaxamento.

Em estado de relaxamento o cérebro trabalha em níveis de frequência mais baixos (alfa, 8Hz à 12Hz) o que facilita o metabolismo cerebral para o aprendizado.

Existem inúmeras maneiras para relaxar,

Ao fechar os olhos, respirar lenta e profundamente três vezes, expandindo e contraindo o abdômen (respiração diafragmática), você já inicia o processo do estado de relaxamento da mente e do corpo.

Adote uma prática de relaxamento antes de iniciar os estudos, de assistir uma aula ou vídeo, de ler um livro ou de se propor a adquirir qualquer conhecimento.

Se por qualquer motivo não puder fechar os olhos, faça ao menos a respiração de forma discreta.

Procure permanecer em silêncio por alguns minutos e mentalize o seu objetivo ao estudar.

Dedique a esse preparo a importância que o resultado do aprendizado trará para você.

Afinal o que você busca?

  • Passar em concurso público ou vestibular,
  • Conquistar uma certificação profissional ou de proficiência em algum idioma,
  • Aprimoramento pessoal.

O CÉREBRO NECESSITA DE EXERCÍCIOS, A EXEMPLO DOS MÚSCULOS DO CORPO

Daniel Goleman, psicólogo, autor de livros como Inteligência Emocional, Foco, A Arte da Meditação, entre outros, defende a prática de exercícios para aumentar a capacidade de atenção do nosso cérebro.

Ele propõe, por exemplo, praticar meditação com foco na sua respiração:

Sente-se em posição confortável (coluna ereta), olhos fechados, mantenha a atenção na sua respiração, observe e sinta o fluxo de ar que entra e sai ao respirar.

Sempre que se distrair com pensamentos ou qualquer coisa externa, simplesmente volte a atenção para a sua respiração.

A prática regular da meditação (dessa técnica e de outras também) proporciona comprovadamente inúmeros benefícios à saúde.

Consequentemente contribui em muito ao funcionamento do mecanismo de associações para construção e recuperação da memória.

TÉCNICAS MNEMÔNICAS

O termo mnemônico refere-se a qualquer recurso que nos permita memorizar e lembrar de coisas através da associação de ideias.

Técnicas mnemônicas são estratégias para criar associações entre o que queremos lembrar e um recurso mnemônico que pode ser criado de diversas formas.

Alguns exemplos de Mnemônicos:

  • Músicas ou rimas como músicas de cursinho para lembrar de fórmulas e conceitos.
  • Nomes criados com a primeira letra de cada palavra de uma frase ou conceito que se quer lembrar.
  • Figuras ou esquemas para sintetizar ideias. Placas de trânsito são exemplos de mnemônicos.
  • Mapas mentais para esquematizar ideias centrais de um determinado assunto ou matéria estudada.

CONCLUSÃO

O estado de relaxamento e de atenção aos sentidos é fundamental para memorizar e aproveitar melhor qualquer técnica de estudo.

Isso também ajuda melhorar a concentração, diminuir a ansiedade e a manter a motivação para atingir os nossos objetivos de aprovação seja no concurso público ou vestibular.

Muito Sucesso!

Aprender Memorizar.

Gostou do conteúdo?    Por favor, Compartilhe!

Junte-se aos Melhores Estudantes e Receba Conteúdos Relevantes para o Seu Projeto de Aprovação! Inscreva-se aqui.

Agradecemos Por Seus Comentários:

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.